“O Brasil é um Estado laico”. Você já deve ter ouvido muito essa expressão por aí. Em termos práticos, significa que o nosso país não tem uma religião oficial e garante, constitucionalmente, a liberdade de credo para todos os cidadãos.
Feita esta observação, sigo ao lado dos que defendem que o debate político não comporta o pensamento religioso, pois questões de convicção pessoal não podem intervir como baliza para decisões que envolvem toda uma sociedade. Esta sociedade é formada por ateus, agnósticos e pessoas das mais diversas religiões.
Muito em voga no país nos últimos anos, a religião dentro da política é nociva porque cega os agentes à frente das decisões em prol da coletividade, fundamentando suas inúmeras posições na fé e na doutrina que seguem.
E aí, para justificar suas ações e até mesmo conseguir os votinhos necessários para se embrenhar no meio político, vale tudo: inclusive “carimbar” o nome Jesus Cristo em fichas de filiação.
É bom lembrar: Jesus não é vendedor, não é comprador e não negocia nada. Jesus é o único e verdadeiro pastor e abominava os vendilhões do templo, os mercadores.
Se você vai à igreja e presta atenção Àquele que deixou a Palavra e não àquele bem intencionado que busca, na fé alheia, uma chance de ingressar na política, parabéns: você faz parte do grupo que não se deixa levar pelos novos vendilhões do templo, que transformaram locais sagrados em balcões de negócio.




Ótimo texto, infelizmente ganhou as eleições o vendilhão da fé!! Aliás estão espalhados por todo Brasil .
Eu entendo que a maioria da sociedade é cristão, mesmo o estado sendo laico, e quando alguém pretende exercer a vida política independente se é ateu, católico, evangélico, espirita ou pertença a qualquer outro credo ou filosofia ,as questões de convicção pessoal vai lhe dar uma direção, e se as pessoas são eleitas porque essa convicção pertence a maior parcela da sociedade.